O dia em que encontrei a Melissa | The day I met Melissa

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Antes que você pergunte “quem é Melissa?”: uma das minhas cantoras e artistas preferidas. Um ídolo da minha adolescência, eu a achava o máximo, principalmente na época em que tentei aprender a tocar guitarra (ela é baixista, mas tá). Melissa Auf der Maur. Se você nunca ouviu falar dela sinto muito está perdendo, procura agora no YouTube pense em alguém que te inspirou e imagina como seria encontrar essa pessoa.

Agora, voltemos ao meu conto de fadas musical!

A mudança para a Alemanha me proporcionou diversas experiências incríveis: pessoais, profissionais, viagens. Mas essa noite do dia 27 de novembro de 2010, foi especial. Na época eu fazia curso de alemão e tinha bastante tempo livre para fuçar a internet. Até que um dia, procurando shows, descubro que Melissa iria tocar em…Hamburgo! Isso faltando uma semana pro show. Fui eu imediatamente comprar meus tickets para garantir. Fomos nós sábado à noite para o Knust, um clube bem legal no boêmio bairro de Sankt Pauli, durante um dos piores invernos das últimas décadas. Se já estava difícil para os alemães do Norte, imagina para a carioca aqui recém-chegada. Muita, mas muita neve, todo dia, carros deslizando na Autobahn, mas lá estávamos nós!

Para a minha surpresa, o show não estava cheio, e nós devíamos ser uns dos poucos com menos de 30 anos na plateia. Ótimo! Pouca gente, sem histeria, mais espaço pra chegar perto do palco. E lá estava ela: segurando o baixo, acompanhada pelo trio, e apenas isso para nos deixar felizes. Tocaram todas as músicas que eu achei que iriam tocar, e cantei todas (corram para as montanhas!) e no final, para não fugir à tradição do show de rock, jogou a palheta para o público. Eu normalmente desisto de pegar as palhetas, com tantos fãs enfurecidos pulando em cima do outro, quase que um MMA para pegar algo que alguém já tascou e saiu correndo. Mas essa palheta, a que a Melissa usou….essa caiu nos meus pés. Meus pequenos pés congelados.

E ninguém sequer pulou pra pegar! Só depois de uns dez segundos o cara do meu lado olhou como quem pensa “será que é, será que não é” e eu simplesmente a peguei e guardei. O show acabou, a banda se despediu e nós já preparávamos para tomar o caminho de casa. Eu feliz da vida pelo que acabara de acontecer. Até que vejo um poster na parede perto do bar dizendo “Melissa estará aqui para um meet and greet dentro de 15 minutos”. Como assim??

É claro que esperamos, para conferirmos com nossos próprios olhos se seria verdade (e que só levaria 15 minutos). E de fato foi mesmo. Ela apareceu e se sentou calmamente, com seu cabelo e maquiagem no estilo anos 40, que pareciam intocados. Começou então a conversar e assinar camisetas. Assim, bem ali na minha frente. Nada de fila gigante, confusão, ou seguranças, foi como ir falar com o professor depois da aula. Linda, talentosa, estilosa, mas muito real e sem frescura, assim como a música que ela mesma faz. E então chega a minha vez. Não comprei camiseta, mas digo que tenho apenas o ingresso em mãos, mas que adoraria que ela autografasse. Ela sorri, muito educada, e pergunta de onde sou. “Brasil”. Ela diz que já esteve lá, e conversamos rapidamente sobre shows na América Latina, que ela gostaria de ir novamente e tal. Não durou mais do que uns cinco minutos, a fila aumentava, e a nevasca lá fora ficava mais forte.

Em um mundo pré-selfies (ok, já havia selfies em 2010, mas não com esse nome, não tão populares), não consegui uma sequer, pois a bateria do smart phone jurássico não durou até o fim do show. Mas e daí? O que importa é que lembro muito bem daquela noite, e eu assistiria tudo de novo.

Before you ask “who´s a Melissa?”: one of my favourite singers and musicians. One of my teen idols, I used to find her awesome, specially in the phase when I tried to learn how to play the guitar (she’s a bass player but ok). Melissa Auf der Maur. If you haven´heard of her I´m so sorry for you, go search it onYouTube now just think about any other artist or inspirational figure, and what it woud be like to meet them.

Let´s go back to my musical fairy tale!

Moving to Germany has brought many great experiences: personal, professional, travels. But this specific night, 27th November 2010, was definitely incredible. I was a German language student, with lots of free time internet. One fine day, I found out that Melissa would play in…Hamburg! This was one week before the concert, so I immediately bought my pair of tickets. So here we go to Knust, in the bohemian quarter of Sankt Pauli, in a Saturday night, in one of the coldest winters of the latest times. If it was tough for the Northern Germans, imagine for the Brazilian girl from Rio here. A lot of snow every day, cold as cold can (not) be. Car sliding on the Autobahn…but I was there!

For my surprise, the concert was not full, and I might have been one of the few under 30 in the place. Great! Less shouting, less hysteria, more space for me to approach the stage. And there she was: holding the bass, followed by a trio, and that was it. She played all the songs I expected she would play, I sang them all (run to the hills!) and in the end, she throws the pick on the floor. Normally I give up picking up these things, so many furied fans jumping on each other, an MMA fight for something that someone´s already grabbed and ran away. But this pick…fell on my feet. My small frozen feet.

After 10 seconds, nd the guy beside me just looked like “is it, or not” and I just picked it up and hid in my pocket. 😉 The concert ended, the band says goodbye and we got ready to make our way back home. And I was feeling so happy for what I’d just happened. Until I saw the poster on the wall next to the bar “Melissa will be here for meet and greet in 15 minutes”. Whaaaaat?

Of course we waited, to check with our own eyes if it was true (and if itwould only take 15 minutes). In fact it did. She sits calmly with her make up that looks untouched, 40´s style updo, and starts talking and signing t-shirts. Just like this, in front of me. No huge line, no chaos, or security staff, it was just like meeting a teacher after class. Pretty, talentend, stylish, and so realand true, just like the music she makes. My time has come. I didn’t buy a t-shirt, so I tell her all I have that moment is the concert ticket, but I´d love to have it signed. She smiles, very politely, and asks where I come from. “Brazil”. She says she´s been there already, and we talk about concerts in South America, that she’d love to be there again and so on. Nothing more than 5 min, the line was getting longer and the blizzard getting stronger.

In a world pre selfies (ok, there were selfies in 2010, but no so called, not so often), I didn’t take one, because the jurasssic smarth phone’s battery didn´t make it to the end of the concert. But who cares? What really matters is that I got all the memories of that night, and I´d definitely watch everything again 🙂

mariadelux_aufdermaur_knust_hamburg
Yep, that’s my head!

Melissa Auf Der Maur live in Hamburg @ Knust (November 2010) from Maria de Lux Blog on Vimeo.

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Wojciech Popiel

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